A pele

15 de abr de 2010

Hoje irei falar sobre mais um filme que assisti na universidade. Não, o meu blog não virou um blog específico de críticas de filmes, mas sempre que puder irei fazer um comentário dos filmes que ando assistindo, são muito interessantes. É bom para mim e para vocês!

Confesso que nunca ouvi falar dele, muito menos da história que é um pouco diferente do que vemos nos filmes cotidianos mas por outro lado mantêm o mesmo padrão de filmes americanos com um romance quase impossível mas que no final dá certo.
O filme conta um pouco da história de uma fotógrafa chamada Diane Arbus. Quem a interpreta é ninguém mais ninguém menos que Nicole Kidman, que como em muitos outros filmes dá um show de interpretação.

Diane era filha de pais ricos. Eles possuíam uma fábrica de casacos de pele muito famosa. No filme há muitas cenas onde eles fazem exposições mostrando os casacos que estavam na moda, com todo aquele glamour que os mesmos proporcionam. Mostra também pessoas da alta sociedade que os compram sem se importar. Eu particularmente acho um absurdo matar animais tão frágeis, tão lindos, tão ingênuos para aproveitar suas peles. E tudo por um motivo capitalista. O ser humano realmente não tem limites para com os que os rodeiam e isso me assusta. Mas voltando ao filme, a Diane era casada com Allan (Ty Burrell ), um fotógrafo pouco conhecido da época e era a sua assistente. Ela arrumava o cabelo das modelos, dizia o que teriam que fazer para que a foto ficasse legal, enfim era isso o que ela fazia.

Sua paixão pela fotografia começou quando ela conhece Lionel ( Robert Downey Jr) um homem normal se não fosse uma rara doença que fazia crescer em seu corpo longos pelos, tornando-o assustador. A cena onde ela o vê é bem interessante. Ela, em uma das festas que seus pais fizeram para promover seus casacos vai para fora da casa tomar ar fresco e encontra um homem com uma espécie de máscara, cobrindo-lhe o rosto. Nesse momento ela fica aflita, e uma sensação estranha toma conta de sí.

Muitas coisas acontecem, desde o aparecimento de pêlos nos canos de sua casa até uma chave que cai de um deles quando a fotógrafa vai investigar o que andava acontecendo. Porém a resposta de suas perguntas estava no andar de cima da sua casa. Era lá que Lionel morava. O filme mostra claramente que não devemos julgar as pessoas pela aparência nem devemos priorizar apenas coisas materiais, mas também nossos sentimentos e acima de tudo a nossa pele, que é o objeto mais concreto que temos do verdadeiro sentido do amor.

Diane se apaixona por Lionel e a partir daí o filme de desenvolve em idas e vindas da fotógrafa á sua casa. Ela queria muito tirar fotos dos seus visinhos, e quando encontra Lionel sua motivação aumenta. Se bem que a foto propriamente dita só é tirada poucos momentos antes do fim do filme. A paixão pelo homem visto como uma “aberração” é algo totalmente incomum, se fomos parar pra pensar. E uma das coisas que a Diane Arbus gostava mesmo de fazer na vida real era tirar fotos de pessoas deficientes ou com algum problema que não era visto com muita freqüência na sociedade.

Não vou contar a final do filme pra não perder a graça, mas recomendo que assistam e vejam esse maravilhoso filme, com lindas fotografias, com grandes mensagens. Mais um filme bom para minha coleção! :***

2 comentários:

  1. Soa bem interessante, vou procurar pra assistir. Pelo jeito você está curtindo mesmo a sua faculdade, hein? Rs.
    Beijinhos.

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  2. Assista mesmo! É muito legal!
    Sim!! Estou amando! Cada dia que passa mais gosto do que estou estudando. Lógico que ainda não estou fazendo análises perfeitas de filmes, mas estou treinando muito pra isso!
    Bjoss

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